Iniciativa 2,4-D se alia ao produtor rural no controle de plantas daninhas

A Iniciativa 2,4-D, formada pelas empresas Dow AgroSciences e Nufarm, em parceria com instituições de ensino promoveu uma press trip na região de Bento Gonçalves (RS) com jornalistas e comunicadores de diferentes localidades entre os dias 08 e 09 de novembro.

Como parte da programação, os convidados participaram de uma visita técnica à Fazenda Lohmann, produtora de milho e soja na cidade Roca Sales (RS), e uma conversa com o Professor Doutor da Universidade de Passo Fundo, Mauro Rizzardi, que levou informações sobre a molécula, técnicas de aplicação, além de esclarecer dúvidas dos participantes.

Segundo o especialista, as plantas daninhas são uma séria ameaça à produtividade no campo. “Elas geram competição por luz, nutrientes e água com as plantas cultivadas, o que tem impacto direto no resultado da lavoura. Uma buva por metro quadrado, por exemplo, pode reduzir a produtividade de 4% a 12%”, ele explica. A buva é uma das principais plantas daninhas que prejudicam o produtor brasileiro. De acordo com Rizzardi, ela já está presente em cerca de 10 milhões de hectares no país.

Para um dos proprietários da Fazenda Lohmann, Vitor Niediedt, o controle das plantas daninhas é parte fundamental do processo produtivo, e o 2,4-D é uma das ferramentas fundamentais para garantir a eficiência. “Aqui, usamos o 2,4-D, pelo menos uma vez por ano, para conseguir eliminar algumas plantas que outros herbicidas não controlam mais”, conta.

Para o professor Mauro Rizzardi, essa diversificação no uso de herbicidas é o melhor caminho. “É muito importante que o agricultor não utilize repetidamente o mesmo mecanismo de ação. Algumas plantas daninhas são tolerantes a determinado herbicida, ou seja, nunca foram controladas por ele. Outras são resistentes. O processo de resistência ocorre quando um ou mais indivíduos de uma mesma espécie de planta, que normalmente é controlada por um herbicida, deixa de ser. O uso repetido de um mesmo defensivo agrícola acaba selecionando essas plantas resistentes, resultando em um grave problema para o produtor”, diz. Pesquisas recentes indicam que só nos Estados Unidos já são mais de 25 milhões de hectares com plantas resistentes ao glifosato.

De acordo com Rizzardi, o surgimento de plantas resistentes pode ocorrer para qualquer herbicida. Ações proativas como rotação de culturas, uso de culturas de cobertura, alternância de mecanismos de ação, uso da dose correta indicada pelo fabricante e controle de plantas em estádio inicial são algumas ações que podem minimizar o problema.

Para se ter uma ideia do tamanho do dano que as plantas daninhas causam, estima-se que, se essas plantas não fossem controladas, as perdas seriam de 2% a 98% da produção de grãos. Um controle mal executado, por sua vez, pode resultar em perdas de 5% a 10%, um sério prejuízo para o produtor.

 

Confira reportagem completa na 53ª edição da Revista Agro S/A

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