Pesquisador Walter dos Santos Soares Filho passa a integrar o seleto Hall da Fama da Citricultura Brasileira através do Prêmio GCONCI 2026.
Por trás de cada pomar mais produtivo, de cada árvore mais resistente e de cada avanço que fortalece a citricultura brasileira, existe o trabalho incansável de pesquisadores que dedicam a vida à construção do conhecimento. Na abertura da Expocitros 2026, um desses nomes recebeu o reconhecimento que atravessa gerações. A homenagem a Walter dos Santos Soares Filho, com sua inclusão no Hall da Fama da Citricultura Brasileira através do Prêmio GCONCI 2026, comemora não apenas uma trajetória científica extraordinária, mas também o legado de quem ajudou a transformar a pesquisa em desenvolvimento, sustentabilidade e futuro para o agro nacional.
Em um momento de forte reconhecimento durante a abertura da Expocitros 2026 foi a homenagem ao pesquisador Walter dos Santos Soares Filho, que passou a integrar o seleto Hall da Fama da Citricultura Brasileira através do Prêmio GCONCI 2026.
A honraria é destinada a profissionais que dedicaram suas vidas ao fortalecimento da ciência, da inovação e ao desenvolvimento sustentável da citricultura nacional. E poucos nomes representam tão bem essa trajetória quanto Walter.
Engenheiro agrônomo formado pela UNESP de Jaboticabal, construiu sua formação científica na ESALQ/USP, onde concluiu mestrado e doutorado em genética e melhoramento de plantas. Sua caminhada na pesquisa começou em 1976, quando ingressou na Embrapa Mandioca e Fruticultura, iniciando uma trajetória marcada por contribuições decisivas para a citricultura brasileira.
Ao longo de quase cinco décadas de trabalho, tornou-se uma das maiores referências nacionais no desenvolvimento de porta-enxertos mais resistentes, adaptados às condições brasileiras e com maior tolerância à seca. Seu trabalho ajudou diretamente no fortalecimento da produtividade, da sustentabilidade e da diversificação dos pomares brasileiros.
A trajetória construída por Walter reúne centenas de trabalhos científicos publicados, capítulos de livros, desenvolvimento de variedades registradas junto ao Ministério da Agricultura e uma atuação extremamente respeitada na formação de pesquisadores e profissionais ligados ao agro.
Mas talvez o que mais tenha chamado atenção durante a homenagem tenha sido justamente a simplicidade com que resumiu uma carreira construída ao longo de 50 anos de pesquisa.
Ao receber o prêmio, falou menos sobre conquistas individuais e mais sobre as pessoas que caminharam ao seu lado. Relembrou pesquisadores, instituições, estudantes, produtores rurais e parceiros que ajudaram a transformar conhecimento em soluções para o campo.
Em uma das passagens mais marcantes de sua fala, resumiu de forma simples aquilo que parecia ecoar por todo o auditório:
“Ninguém chega aqui sozinho. A gente chega carregado por muitas pessoas.”
A frase encontrou silêncio imediato no público.
Porque, no fundo, ela traduzia não apenas a trajetória de Walter dos Santos Soares Filho, mas também a própria essência da pesquisa agrícola brasileira. Uma construção coletiva, silenciosa, persistente e feita por muitas mãos.
Ao encerrar sua participação, deixou uma palavra que definiu toda a homenagem e também boa parte da atmosfera vivida na Expocitros 2026.
Gratidão.










