//O AGRO NÃO TEM FRONTEIRAS

O AGRO NÃO TEM FRONTEIRAS

Em Xanxerê, o 4º Encontro Mulheres do Agro mostrou o que acontece quando um grupo de mulheres decide fazer acontecer. O movimento cresceu, reuniu centenas de participantes e já atravessa fronteiras, levando para outros países uma rede que começou no Oeste de Santa Catarina.
Quando centenas de mulheres chegaram a Xanxerê para o 4º Encontro Mulheres do Agro do Oeste de Santa Catarina, nos dias 25 e 26 de setembro, encontraram tudo pronto.

Palco, palestras, empresas, música, gastronomia, estrutura e uma programação pensada nos detalhes. Mas aquilo era apenas a parte que todos podiam ver. A verdadeira história havia começado muito antes.

À frente dela estava um grupo de mulheres que decidiu fazer acontecer: Marli, a Beatriz, ao lado de Bibiana, Sandra, Mara, Jaqueline, Ana Luiza, Ana Carla, Dulce, Diandra e Deydiandra. Foram meses de reuniões, convites, busca por parceiros e patrocinadores, decisões e problemas para resolver. Até que chegou o momento de olhar ao redor e perceber que o projeto havia se transformado em algo muito maior.
Beatriz resumiu a emoção:

“A gente tinha um projeto e agora o projeto está se realizando. Superou todas as nossas expectativas.”

O lugar para o qual se prepararam

Na abertura, Marli agradeceu a Deus, às autoridades, patrocinadores e apoiadores, mas reservou sua mensagem principal às mulheres que haviam saído da rotina para estar ali. Falou de recomeços, de quem partiu do zero e de quem transformou uma herança familiar com garra e determinação. E deixou uma frase que acabou traduzindo o espírito do encontro:

“O nosso lugar é onde nós nos preparamos para estar.”

Ali estavam produtoras, sucessoras, empresárias e profissionais que produzem, administram, negociam e participam cada vez mais das decisões do agro. Bibiana resumiu essa força:

“Somos muitas no Brasil e somos fortes.”

Muitas mãos fizeram acontecer

Se as organizadoras carregaram o projeto desde o começo, uma grande rede de profissionais e parceiros ajudou a transformar os planos em realidade.

Thaisa Hennerich, no cerimonial; Jaqueline Sordi, na produção de eventos; a Confeitaria Andressa Lemes; Brenda e Vinicius, na música; Taís Donatti Studio, nos registros; o Grupo B.V Eventos, na gastronomia e atendimento; a Billy Drinks, com os drinks; a Chapecó Tendas, com a estrutura; e a RM PRO Tecnologia para Eventos, com som, luz e tecnologia, estiveram entre os profissionais e empresas que ajudaram a transformar todo o planejamento em realidade.

Cerimonial, decoração, doces, música, fotografia, gastronomia, atendimento e estrutura técnica. Detalhes que, somados, ajudaram a dar ao encontro a dimensão que o público encontrou.Porque grandes eventos são assim: quando tudo funciona, quase ninguém imagina quantas mãos trabalharam para aquilo acontecer.

Uma rede que atravessou a fronteira

E se o encontro nasceu no Oeste catarinense, ficou claro em Xanxerê que ele já não cabe apenas ali. Foi durante a conversa da Revista Agro S/A com Beatriz e Jaqueline, do Paraguai, que essa dimensão apareceu com ainda mais força. Falava-se sobre a integração entre mulheres dos dois países e sobre o próximo encontro, em Assunção, quando Jaqueline resumiu:

“O agro não tem fronteiras.”

Brasil e Paraguai estão separados por uma linha no mapa, mas suas produtoras convivem com desafios semelhantes: clima, produção, mercado, tecnologia, gestão, família e sucessão. A aproximação já alcança também mulheres ligadas ao agro da Argentina e do Chile, desenhando uma rede que começa a ganhar dimensão sul-americana.

Muito aconteceu fora do palco

Foram dois dias de palestras, conhecimento e experiências, mas seria injusto contar essa história apenas pelo que aconteceu diante dos microfones.
Nos corredores houve abraços, reencontros, contatos comerciais, novas amizades e conversas entre mulheres que muitas vezes se conheciam apenas pelas redes sociais.

É aí que um encontro vira rede. Porque essas mulheres não estão apenas acompanhando as transformações do campo.
Elas fazem o agro. Produzem, administram, investem, empreendem, compram, vendem e ajudam a preparar a próxima geração.

No final, pérolas

Depois de tudo, o segundo dia ainda reservou uma última imagem. No encerramento de sua palestra, Edna Vasselo Goldoni presenteou as participantes com colares de pérolas.

Para Edna, cada mulher é como uma pérola: preciosa, única e capaz de revelar ainda mais sua força quando encontra apoio para seguir adiante.
E talvez não pudesse existir símbolo melhor para terminar aqueles dois dias. Centenas de mulheres, centenas de histórias e uma pérola no peito de cada uma. Algumas começaram do zero. Outras continuam o que receberam de suas famílias. Algumas já lideram. Outras estão se preparando para assumir.

E, entre elas, estavam também aquelas mulheres que meses antes haviam começado a construir tudo aquilo: Marli, Beatriz, Bibiana, Sandra, Mara, Jaqueline, Ana Luiza, Ana Carla, Dulce, Diandra e Deydiandra.

Elas começaram com um projeto. Terminaram com uma grande rede. E parte dessa rede já sabe onde será o próximo encontro:
Paraguai. Uma pérola ficou como lembrança. Uma rede ficou como resultado.

E uma frase ficou para contar essa história:

“O agro não tem fronteiras.”

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