//Dia do Citricultor – produtor José de Alencar Matta.

Dia do Citricultor – produtor José de Alencar Matta.

Algumas homenagens reconhecem resultados. Outras comemoram histórias de vida que ajudam a explicar a força de um setor inteiro. Foi exatamente esse o sentimento que tomou conta da abertura da Expocitros 2026 durante a homenagem do Dia do Citricultor ao produtor José de Alencar Matta. Mais do que reconhecer uma trajetória de sucesso no campo, o momento reverenciou valores que moldaram a citricultura brasileira: trabalho, perseverança, humildade e a coragem de acreditar na terra mesmo diante das maiores dificuldades. Uma história que se confunde com a de milhares de produtores que ajudaram a transformar o Brasil em referência mundial na produção de citros.

Momento carregado de emoção aconteceu durante a homenagem do Dia do Citricultor ao produtor José de Alencar Matta.

Tradicional dentro da programação da Semana da Citricultura, o reconhecimento valoriza homens e mulheres que ajudaram a construir uma das cadeias agrícolas mais importantes do mundo através do trabalho silencioso, da persistência e da dedicação diária ao campo.

E neste ano, o homenageado carregava exatamente a essência da citricultura brasileira.

A trajetória de José de Alencar Matta começou de forma simples, no interior paulista, em meio às dificuldades típicas de quem cresceu no campo com poucos recursos.

Descendente de imigrantes espanhóis, começou a trabalhar ainda muito jovem na lavoura, aprendendo cedo o valor do esforço, da honestidade e da persistência. Mais tarde, trabalhou nas Casas Pernambucanas, recebendo salário mínimo e enfrentando uma rotina difícil, mas sem abandonar o sonho de construir algo próprio.

A grande virada de sua vida aconteceu quando decidiu comprar, mesmo sem dinheiro, 10 alqueires e meio de terra em Monte Azul Paulista.

Uma decisão movida quase exclusivamente pela coragem.

Ali começava uma história construída no sacrifício, na fé e na disposição de acreditar no campo mesmo quando tudo parecia improvável.

Com trabalho duro, visão de futuro e dedicação absoluta, José de Alencar Matta consolidou sua trajetória na citricultura brasileira.

Ao lado da esposa Ana Maria Cardoso, construiu não apenas patrimônio, mas uma família unida, marcada pela simplicidade, humildade e amor à terra.

Enquanto sua trajetória era narrada no palco, o auditório acompanhava em silêncio, em um daqueles momentos raros em que muitas pessoas parecem enxergar a própria história refletida na vida do homenageado.

Porque, no fundo, a própria citricultura brasileira nasceu assim.

Da coragem de quem acreditou no campo mesmo diante das dificuldades.

Ao subir ao palco acompanhado da família para receber a homenagem do Dia do Citricultor, José de Alencar Matta não conseguiu esconder a emoção.

Com a voz embargada, resumiu uma vida inteira de trabalho em poucas palavras que tocaram profundamente o público presente.

“Essa homenagem não é só minha. É de muitos amigos que me ajudaram muito mesmo.”

Em seguida, já emocionado, completou:

“Desculpe, mas eu estou emocionado.”

A simplicidade de suas palavras talvez tenha traduzido melhor do que qualquer discurso a verdadeira essência do produtor rural brasileiro.

Uma vida construída no trabalho silencioso, na persistência, na gratidão e na capacidade de nunca desistir.