Existem homenagens que enaltecem uma trajetória.

Outras eternizam um movimento.
A entrega da Salva de Prata da Câmara Municipal de São Paulo à presidente das Semeadoras do Agro, Juliana Farah, pertence à segunda categoria. Ao receber a honraria das mãos da deputada estadual Sonaira Fernandes, o reconhecimento ultrapassou a figura de uma única liderança. Naquele instante, milhares de mulheres do campo também foram homenageadas.
Cada uma representava uma história de superação, aprendizado e coragem construída nos mais diferentes cantos do Estado de São Paulo.
Ao longo dos últimos quatro anos, as Semeadoras do Agro deixaram de ser apenas um programa de capacitação. Tornaram-se um movimento capaz de fortalecer mulheres, ampliar horizontes e mostrar que conhecimento também transforma a realidade dentro das propriedades rurais.
Hoje, produtoras, administradoras, empreendedoras, artesãs e trabalhadoras do campo ocupam espaços que antes pareciam distantes. Assumem decisões, participam da gestão dos negócios familiares, conquistam autonomia e descobrem uma nova forma de enxergar o próprio potencial.
Durante a cerimônia, o presidente do Sistema Faesp/Senar, Dr. Tirso Meirelles, lembrou que esse trabalho começou ainda na gestão do Dr. Fábio Meirelles, sempre com o apoio da presidente de honra das Semeadoras do Agro, Ivelle Meirelles, que acreditaram na importância de fortalecer o protagonismo feminino dentro do agronegócio paulista.
“A mulher tem uma visão diferente. Ela leva sensibilidade, acolhimento e uma forma especial de enxergar as pessoas. Quando participa, tudo ganha mais vida. Fortalecer a mulher do agro é um dos maiores legados que podemos construir.”
A solenidade reservou outro momento marcante. Em reconhecimento ao apoio constante às mulheres do campo, Sonaira Fernandes recebeu o título de primeira Embaixadora das Semeadoras do Agro.
Ao agradecer a homenagem, a deputada destacou que a mulher brasileira segue conquistando espaço sem abrir mão da luta por respeito, proteção e representatividade.
“A mulher do agro é forte. A mulher brasileira é resiliente. Já avançamos muito, mas ainda temos muito a conquistar.”
Sonaira também fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido por Juliana Farah e pelas Semeadoras do Agro.
“Toda vez que precisamos, as Semeadoras do Agro estiveram ao nosso lado. Esse é um trabalho sério, que transforma vidas e fortalece as mulheres do nosso Estado.”
Representando as Semeadoras, Eneida, de Ribeirão Bonito, resumiu em poucas palavras o sentimento compartilhado por centenas de participantes.
“Juliana mudou a nossa vida. Hoje olhamos para nós mesmas de outra forma. Temos orgulho de representar as mulheres do agronegócio.”
Quando chegou sua vez de falar, Juliana Farah dividiu a homenagem com todas as mulheres que caminham ao lado do movimento.
Visivelmente emocionada, afirmou que jamais imaginou receber uma das mais importantes honrarias concedidas pela Câmara Municipal de São Paulo.
“Essa homenagem pertence a cada mulher que acredita nesse projeto e caminha conosco.”
Juliana também agradeceu ao presidente Dr. Tirso Meirelles, à diretoria da Faesp/Senar e aos presidentes dos sindicatos rurais, lembrando que o crescimento das Semeadoras do Agro só foi possível porque encontrou pessoas dispostas a acreditar na força das mulheres.
“Não poderíamos deixar de agradecer ao nosso presidente, à diretoria e aos dirigentes dos sindicatos, que nunca deixaram que desistíssemos.”
Ela relembrou a intensa rotina construída ao longo dessa jornada.
“Foram quatro anos de desafios. Há semanas em que percorremos mais de cinco mil quilômetros de carro para levar conhecimento, oportunidades e fortalecer as mulheres do agro.”
Ao final da cerimônia, ficou evidente que a Salva de Prata representava muito mais do que uma homenagem institucional.
Ela reconheceu milhares de mulheres que decidiram ocupar novos espaços, investir no conhecimento e acreditar na própria capacidade.
As Semeadoras do Agro seguem escrevendo essa história todos os dias. Uma história que começou com a coragem de plantar oportunidades e que hoje colhe autonomia, liderança e transformação em cada sindicato rural, em cada propriedade e em cada mulher que descobriu que também pode ser protagonista da sua própria trajetória.










