Há dias em que o campo fala antes mesmo de alguém dizer qualquer palavra. Basta chegar. O cheiro da terra, o verde alinhado das lavouras, o burburinho de conversa entre produtores que se conhecem pelo nome. O dia de campo da Agroemavi, em Guaíra, foi assim. Não começou com discursos, começou com olhares atentos e passos lentos pelas áreas demonstrativas, como quem caminha por uma história que já conhece, mas gosta de revisitar.
Não foi um ano fácil. O início da safra trouxe incertezas, o céu demorou a cumprir promessas e o veranico deixou marcas de preocupação. Ainda assim, ali estavam as lavouras, firmes, respondendo ao cuidado de quem sabe esperar. “Deus sabe o que faz”, disse Evandro, da Agroemavi, quase como quem repete uma verdade antiga do campo. E talvez seja isso que sustente o produtor: fé, manejo correto e decisões tomadas com confiança.
Confiança, aliás, é palavra que não se anuncia em faixas, mas aparece nos detalhes. Está no produtor que volta todos os anos, no aperto de mão demorado, na conversa que mistura negócio com amizade. “Aqui ninguém é só cliente, é parceiro”, reforçou Evandro. No campo, parceria não se assina, se constrói. E leva tempo.
As áreas demonstrativas mostravam mais do que cultivares e tecnologia. Mostravam escolhas. Cada linha de soja carregava ali uma decisão feita meses atrás, quando ainda era só semente e esperança. Gustavo, da Sementes ROOS, falava de posicionamento de cultivares, mas o que se via era o cuidado em acertar, em respeitar a realidade de quem planta e espera. Tecnologia, quando funciona, não faz barulho. Ela simplesmente entrega.
Entre os diferentes cultivares ali demonstrados, novas soluções apareciam. Júlio, da Carbono Brasil, falava de extratos, algas, alternativas que ampliam o potencial da lavoura. Mas o que realmente chamava atenção era o interesse genuíno de quem ouvia. Porque no campo, promessa só convence quando tem raiz.
E se o evento tinha um endereço, tinha também uma alma. A fazenda da família Ortigoso não era apenas o cenário, era parte da narrativa. O senhor Antônio recebia cada visitante com a tranquilidade de quem sabe o valor de abrir a porteira. Ao lado dele, dona Neuza. Atenta, firme, presente. Não precisava estar à frente para ser protagonista. Seu papel estava no cuidado, na organização, no apoio silencioso que sustenta tudo.
Ela sempre esteve ali. Nos bastidores, nas decisões, no dia a dia. Quem convive sabe: há mulheres que seguram a propriedade com o mesmo peso com que seguram a família. Dona Neuza é dessas. Olhar atento, palavra certa, participação constante. Uma parceria que não aparece em placa, mas aparece no resultado.
“Não é fácil fazer um dia de campo”, lembrou Evandro. E não é mesmo. Exige tempo, confiança e generosidade. Seis anos consecutivos naquele mesmo chão não acontecem por acaso. A relação entre a família Ortigoso e a ROOS atravessa décadas, atravessa gerações, atravessa safras boas e ruins. É dessas parcerias que o campo se sustenta.
Encerrando o encontro, a ForPlant também deixou sua mensagem de agradecimento. Em nome da empresa, a equipe ressaltou a importância da parceria com a Agroemavi, a ROOS e os produtores da região. “Foi uma oportunidade de mostrar, no campo, a eficiência do nosso adjuvante dentro da tecnologia de aplicação e de alta performance. A presença de todos fortalece essa parceria. Nosso muito obrigado”, afirmou.
Quando o dia foi chegando ao fim, não houve pressa. As conversas continuaram, os olhares ainda percorriam as lavouras. Porque ali não se falava só de produtividade. Falava-se de pertencimento. De gente que aprende junto, erra junto, acerta junto.
No fim das contas, o dia de campo da Agroemavi não foi apenas sobre tecnologia. Foi sobre confiança cultivada com o tempo. E quando a porteira se abre assim, de verdade, o que entra não é só conhecimento. É respeito. É história. É futuro.
















