//Astorga vive noite histórica com mulheres que transformam o agro brasileiro

Astorga vive noite histórica com mulheres que transformam o agro brasileiro

O 3º Encontro das Mulheres do Agro reuniu liderança, emoção, conhecimento e conexões verdadeiras em uma noite que mostrou a força feminina ocupando, com naturalidade e competência, os espaços mais importantes do agronegócio.

Promovido pelas mulheres da Comissão Feminina da Sociedade Rural de Astorga, ao lado de parceiros que acreditam na força feminina dentro do agronegócio, o 3º Encontro das Mulheres do Agro de Astorga e Região transformou o dia 22 de maio em algo muito maior do que um evento do calendário agropecuário paranaense.

Prestigiar o evento, a convite de Malu Anchieta e Adriana Aguilar, foi acompanhar de perto uma transformação silenciosa que cresce em todo o Brasil rural.

Desde as primeiras horas da tarde, já era possível perceber que havia algo diferente acontecendo em Astorga. Os corredores carregavam conversas intensas, reencontros demorados, olhares atentos e aquela atmosfera rara que mistura admiração, aprendizado e troca verdadeira de experiências.

Estiveram presente várias autoridades entre elas a Suzie Pucillo ,  prefeita de Astorga , Natalia Lembi , presidente da Câmara de Vereadores e a  Deputada estadual Flavia Franscischini e dezenas de cidades do Paraná e ainda empresárias de Holambra, com apoio decisivo do presidente da Sociedade Rural de Astorga, Antonio Augusto,  o Guto, que esteve presente incentivando e fortalecendo a realização do encontro desde os primeiros passos, o evento consolidou uma realidade que cresce silenciosamente dentro do agro brasileiro: a presença feminina cada vez mais forte nos espaços de liderança, gestão, sucessão familiar, empreendedorismo e tomada de decisões dentro e fora da porteira.

E talvez o mais interessante tenha sido perceber que ninguém precisava provar mais nada para estar ali.

As mulheres presentes carregavam a segurança de quem conhece a rotina do campo, administra propriedades, lidera equipes, enfrenta desafios diários e participa diretamente das transformações que redesenham o agronegócio moderno.

No centro dessa construção esteve Thaciana Reis.

Mais do que conduzir o evento, deu ritmo à noite. Com naturalidade elegante e uma leitura precisa do ambiente, conseguiu transformar a programação em algo leve, próximo e profundamente humano. Não havia excessos. Não havia artificialidade. Havia presença.

Thaciana parecia compreender não apenas os tempos do palco, mas também as emoções da plateia. Em muitos momentos, o protocolo desaparecia e dava lugar à sensação de que todas ali compartilhavam histórias parecidas, mesmo vindas de realidades diferentes.

Leandra Leite trouxe profundidade ao encontro. Sua participação caminhou entre liderança, gestão e fortalecimento feminino dentro do agronegócio, mostrando que firmeza não exige endurecimento e que competência não precisa vir acompanhada de arrogância.

Quando Laís Bervind iniciou sua palestra, o auditório mergulhou em um silêncio raro. Não o silêncio formal dos eventos tradicionais, mas aquele silêncio genuíno de quem realmente deseja ouvir.

Sua fala apresentou um agro moderno, conectado ao futuro, mas sem perder a essência humana que sustenta a vida no campo. Laís falou sobre atitude, posicionamento e transformação pessoal sem recorrer a frases prontas. Falou como quem vive o que diz.

Já Sirlei Benetti transformou sua palestra em um daqueles momentos que permanecem na memória mesmo depois que as luzes se apagam. Sua fala encontrou identificação imediata no público. Em vários momentos, era possível perceber mulheres emocionadas, concordando discretamente com a cabeça ou simplesmente permanecendo em silêncio, absorvendo cada reflexão.

As palestras não foram apenas apresentações. Foram relatos de vida transformados em aprendizado coletivo.

E ainda pra não dizer do Marcos Peres, Churrasco Raiz Assados, com aquela costela derretendo e muito saborosa, tudo feito com carinho.

E quando a programação parecia já ter entregue tudo o que podia, a música mudou completamente a atmosfera do espaço. Ao som contagiante da dupla Luciano e Leonardo, o encontro ganhou novos contornos. O palco ficou mais leve, os corredores mais vivos e os sorrisos mais soltos.

Astorga viveu uma noite daquelas que não se resumem ao evento em si.

Enquanto muitos encontros do agro ainda insistem em discutir apenas produtividade, máquinas e mercado, o Encontro das Mulheres do Agro mostrou que o futuro do setor também passa pelas relações humanas, pela comunicação, pela capacidade de liderança e pela presença feminina cada vez mais decisiva dentro da porteira e fora dela.

Uma transformação feita de mulheres que não pedem espaço. Ocupam.

E ao final da noite, quando os últimos abraços se misturavam às despedidas e o movimento começava lentamente a diminuir, permanecia no ar aquela sensação rara de que algumas datas não terminam quando o evento acaba.

Elas continuam ecoando na memória de quem esteve presente.

O dia 22 de maio, em Astorga, certamente escolheu permanecer.

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